sábado, 5 de março de 2011

Minha Homengem a Todas as Mulheres Guaçuanas

DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Diz a lenda que a mulher não nasceu da costela de Adão. Nasceu, quando Deus pediu para que ele sonhasse com algo que mais desejasse; algo capaz de fazê-lo amar e ser feliz e o acompanhasse para sempre. Adão então adormeceu e sonhou e desse magnífico sonho nasceu a mulher.
Esta lenda é ao menos uma maneira mais romântica para explicar a origem humana, relegando a mulher a segundo plano, é certo, mas não deixa de já significar um avanço em relação a outra que quer a mulher feita da costela e pronto, sendo apenas parte do homem deve desempenhar papel acessório.
Vemos muito isto nas relações conjugais, em que apesar da Constituição de 88 garantir absoluta igualdade entre o homem e a mulher, na prática o que existe no mais das vezes é a simples submissão da mulher, fruto de uma cultura patriarcal milenar, visto que apenas muito recentemente nossa lei civil deixou de considerar o homem “chefe” da sociedade conjugal.
Para a OIT (organização Internacional do Trabalho) a situação da mulher está melhorando e, se o ritmo atual se mantiver, em 475 anos conseguiremos a igualdade entre homens e mulheres.
Hoje a mulher em nosso país, ocupa a 107ª posição em relação a participação na política, e isso explica a nossa situação, pois sabemos que está na política o centro de todas as transformações.
Não podemos mais conviver com esta realidade em que a mulher recebe em média metade do salário do homem; recebendo a mulher negra ainda, somente a metade da mulher branca. Isto é um absurdo, se considerarmos que segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) as mulheres executam 2/3 do trabalho realizado pela humanidade, mas recebem apenas 1/3 do salário; são proprietárias de apenas 1% dos bens imóveis e dos 1,3 bilhões de miseráveis do planeta, representam a triste cifra de 70% deste total.
Por isso acredito que depende de uma participação política mais efetiva de nós mulheres, para que aceleremos este processo e não demore todo esse tempo para conseguirmos a igualdade.

Maria Euza G. Silva

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