domingo, 15 de agosto de 2010

ESTATISTICA DE CANDIDATURAS

Site disponibiliza estatísticas de candidaturas
Quarta, 11 de Agosto de 2010
O site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br acompanha o processo de julgamento das candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como até o momento pouco mais da metade dos 22 mil nomes foram considerados aptos, optamos por desenhar as tabelas em cima dos dados das candidaturas aptas até o início desta semana.
Segundo o levantamento feito na segunda-feira, dia 09/08, as mulheres representavam apenas 19,38% de todas as candidaturas, ou 2.632. Até este dia, apenas 13.583 nomes estavam aptos para as Eleições 2010.
Na tabela confeccionada pelo site em relação a todos os cargos em disputa, aparece a seguinte configuração de candidatas:
Presidência: 25%; Governos Estaduais: 9,735%; Vice-Governos Estaduais: 22,52%; Senado: 12,59%; Câmara Federal: 18,20%; Câmaras Legislativas: 19,58%; Câmara Distrital: 24,44%; 1º Suplente no Senado: 21,43%; 2º Suplente no Senado: 24%.
Chamam a atenção as candidaturas à Câmara Federal e às Assembleias Estaduais/Câmara Distrital, que por lei deveriam ser de no mínimo 30%. Mesmo que estes dados sejam preliminares, relativos às candidaturas aptas até o momento, na listagem geral disponível no site do TSE, de todas as candidaturas registradas, as mulheres são 22,23% das candidatas à deputada federal, 22,47% à deputada estadual e 25,4% à deputada distrital.
Em três tabelas, mostramos como estão estes números por regiões e unidades da federação.
Entre as regiões, a região Sul até o momento é a que tem o maior percentual de mulheres candidatas a deputadas federais, 23,75%, e deputadas estaduais, 25,24%. Os menores percentuais são verificados no Nordeste, 13,75% de candidatas a deputadas federais e 17,05% a deputadas estaduais.
Analisando a tabela que dispõe as informações de candidatas à Câmara Federal e às Assembleias Estaduais/Câmara Distrital, podemos entender o baixo percentual do Nordeste pelos números mais específicos em alguns estados, como Pernambuco, com apenas 7,65% de candidatas à Câmara Federal, o menor percentual, e a Bahia, com 11,22% de candidatas para o mesmo cargo. Já o Maranhão apresenta o menor percentual entre os estados de candidatas a deputadas estaduais, 13,84%.
O único estado que cumpre as cotas é o Mato Grosso do Sul, no caso de candidatas a deputadas federais, 30,12%.
A conclusão óbvia é que não houve, até o momento, respeito à Lei 9.504/1997, revisada em 2009. Pela mudança aprovada, os partidos estão obrigados a preencher um mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas registradas de cada sexo nas eleições proporcionais. A mudança na redação da lei foi uma vitória das mulheres e resultado dos trabalhos da Comissão Tripartite, coordenada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, constituída por representantes dos poderes executivo, legislativo e de organizações da sociedade civil.
O principal problema para o não cumprimento da lei está sendo a divergência de entendimento do texto por parte dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que são os responsáveis na observância do cumprimento das cotas.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE/SP), por exemplo, entendeu que não há como obrigar as coligações e os partidos políticos a preencherem a cota de 30%, em tese destinada às mulheres, no registro de candidaturas. O partido não pode ser prejudicado se não há mulheres interessadas nas vagas. Nos casos apreciados, não houve impugnação por esse motivo. Segundo o presidente do TRE/SP, Walter de Almeida Guilherme, a norma é mais uma “exortação” para que as mulheres participem do processo eleitoral e deve ser perseguida pelos partidos políticos, informou a assessoria de imprensa do TRE/SP.
Em Santa Catarina, entendimento parecido teve o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC), que definiu que partidos e coligações não precisam cumprir o preenchimento de 30% das candidaturas com pessoas de um sexo caso eles não ultrapassem a cota de 70% com pessoas do sexo oposto. A juíza Eliana Paggiarin Marinho explicou a situação. “Se é possível a inscrição de 100 candidaturas e o partido possuir 80 homens e 20 mulheres interessadas em concorrer, poderá inscrever apenas 70 homens, mas não lhe será exigido que apresente mais 10 candidaturas femininas para chegar aos 30%".
Segundo a juíza, "se por um lado a lei pode estabelecer políticas de promoção da igualdade, de outro não pode obrigar ninguém a concorrer. Se não existem mulheres filiadas ao partido interessadas em concorrer aos cargos, não se pode exigir que a agremiação desista das demais candidaturas ou, pior ainda, obrigue alguém apenas para cumprir a cota”.
Já no Rio Grande do Norte, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RN) ingressou com vários recursos especiais, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o objetivo de resguardar a proporção que, de acordo com a legislação, deve ser observada na distribuição de vagas femininas e masculinas nas coligações eleitorais. Para o procurador regional eleitoral, Ronaldo Sérgio Chaves Fernandes, “o objetivo da determinação é pôr fim à discriminação entre sexos na democracia representativa. Não se pode simplesmente apontar dificuldades no cumprimento da lei para se esquivar do seu comando, sob pena de tornarem-se inócuas as normas jurídicas”.
No Amazonas, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/AM) apresentou impugnações aos pedidos de registro coletivo de candidaturas de coligações e partidos políticos por não preenchimento do número mínimo de candidatas mulheres e por terem apresentado pedido fora do prazo legal. Na ação de impugnação, a PRE/AM pede que a Justiça Eleitoral determine às coligações que sanem as irregularidades, com o registro de novas candidatas femininas ou a exclusão de candidatos masculinos, segundo opção dos dirigentes partidários. Em caso de descumprimento da medida, a PRE/AM pede que o registro coletivo seja indeferido.
Confira as tabelas com as estatísticas de candidaturas aptas até 09/08
Eleições 2010 - Estatísticas de Candidaturas
Estatísticas de Candidaturas nas Eleições 2010 - Sexo - Candidaturas Aptas
Estatísticas de Candidaturas nas Eleições 2010 - Sexo e Cargo - Candidaturas Aptas
Estatísticas de Candidaturas nas Eleições nas Eleições 2010 - Sexo por Regiões - Candidaturas Aptas
Estatísticas de Candidaturas nas Eleições 2010 - Candidatas a Deputadas Federais por Regiões - Candidaturas Aptas
Estatísticas de Candidaturas nas Eleições 2010 - Candidaturas a Deputadas Estaduais por Regiões - Candidaturas Aptas
Estatísticas de Candidaturas nas Eleições 2010 - Candidaturas a Deputadas Federais e Estaduais por Unidade da Federação - Candidaturas Aptas
Reprodução de conteúdo autorizada desde que citada a fonte: Site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br

domingo, 25 de julho de 2010

O PODER DO VOTO FEMININO

Por que as campanhas precisam falar para as mulheres?

Não só porque são maioria do eleitorado e nem porque nesta eleição há duas candidatas competitivas –Dilma Rousseff e Marina Silva–, mas também porque a cada ano ficam mais evidentes as diferenças de percepção e comportamento entre eleitores e eleitoras.

Historicamente tem-se observado que as mulheres aguardam que o quadro de informações das campanhas esteja mais completo, e só se interessam mais fortemente pelas eleições quando o horário eleitoral gratuito começa e os debates entre os candidatos são realizados. Mais ainda, as eleitoras ficam na expectativa de algo que afete diretamente a vida da população, como propostas para a saúde, educação, desemprego e segurança, entre outras. Pela experiência das campanhas anteriores, sabe-se que esse processo de tomada de decisão sobre intenção de voto se dá mais consistentemente durante o período de propaganda eleitoral gratuita.

Eleitoras: decisão de voto mais consciente e consistente

Na véspera do 1º turno da última eleição presidencial (30/09/2006), as pesquisas de intenção de voto indicavam que, se dependesse dos homens, o candidato Lula ganharia no 1º turno; mas as mulheres mostravam que ainda precisavam de uma segunda rodada de campanha para escolher seu candidato. E, embora a mídia e os partidos apostassem em uma decisão no 1º turno, as mulheres levaram as eleições para o 2º turno. Tudo indica que elas não se sentiam suficientemente esclarecidas, e também ficaram relutantes diante dos “dossiês” e de outros eventos de oportunismo eleitoral, que desviaram o foco das propostas voltadas para a população.



Gráfico 1 – Pesquisa Ibope 1º turno (30/09/2006); voto estimulado


Eleições 2006: mulheres eram 61% dos indecisos na véspera das eleições

Em 2006, 16% não haviam escolhido seu candidato no dia anterior ao pleito, sendo 19% mulheres e 12% homens –ou seja, 61% dos indecisos eram mulheres. Este padrão se repetiu em várias eleições no passado.

Como foi dito anteriormente, uma parcela das eleitoras aguarda até o último momento e até a última informação disponível para se definir com mais convicção.



Gráfico 2 – Pesquisa Ibope (setembro/2006)


Eleições 2010: as pesquisas e o fim do ciclo das pré-candidaturas

As pesquisas de maio de 2010 refletem a fase de pré-candidaturas. Os institutos trabalharam com vários cenários de nomes ao longo deste ano e, em todas as rodadas, o mesmo padrão foi observado: mulheres aguardando as próximas etapas do processo e homens mais definidos em suas escolhas.

Por exemplo: na última pesquisa Ibope, realizada no fim de maio, verifica-se na resposta espontânea que 36% estão indecisos, sendo 40% mulheres e 32% homens. Ou seja, o padrão observado se confirma neste estágio da campanha.
Em 2010, foram publicadas 13 rodadas de pesquisas dos institutos Vox Populi, Sensus, Ibope e Datafolha. Em todas elas, a intenção de voto das mulheres em Dilma Rousseff (PT) é inferior a dos homens.



Pesquisa Ibope (maio/2010); arte: G1


Dilma Rousseff –que começou o ano em segundo lugar, atrás de José Serra (PSDB) com uma diferença de 10 pontos– cresce e chega em maio empatada com o adversário (37%), como todos os institutos apontaram.

Contudo, o crescimento de Dilma não anulou as diferenças nas intenções de voto de homens e mulheres. Desde o início de 2010 Dilma Rousseff tem mais votos masculinos e essa diferença tem se mantido estável ao longo do ano, em 9 pontos percentuais. Na pesquisa Ibope de maio, 41% dos homens votariam em Dilma, enquanto apenas 33% das mulheres tinham intenção de votar na candidata do Partido dos Trabalhadores.

Perfil dos eleitores de cada candidato

Segundo a última pesquisa Ibope, os perfis dos eleitores de Serra e Marina Silva (PV) acompanham as proporções do eleitorado brasileiro: 52% de mulheres e 48% de homens. Já o perfil dos eleitores de Dilma Rousseff é mais masculino: 55% de homens e 45% de mulheres. Em outras palavras: o fato de Dilma ser mulher não explica esse perfil mais masculino de seu atual eleitorado, afinal, Marina é mulher e seu eleitorado divide-se proporcionalmente entre os sexos.

Nesse caso, o voto em mulheres precisa ser explicado de outra forma, pois tem a ver diretamente com conteúdos de campanha e discursos que falam mais ou menos às mulheres.



Gráfico 4 – Pesquisa Ibope (maio/2010)

Mulher vota em mulher?

Há um mito arraigado, na mídia e no imaginário popular, de que mulher não vota em mulher, afinal a grande maioria dos postos de poder são ocupados por homens, quando temos 52% de eleitoras e apenas 11% de mulheres parlamentares no Congresso. Ou seja, a maioria das mulheres tem votado em candidatos masculinos para o parlamento.

No entanto é importante lembrar que não faltam eleitoras que votem em mulheres, mas sim candidaturas femininas com estrutura partidária, apoio efetivo em termos de recursos, infraestrutura e tempo no horário de propaganda eleitoral. Historicamente, os partidos políticos são espaços de poder masculino. Em 2008, por exemplo, os partidos não cumpriram a cota de 30% de candidaturas femininas na maior parte das capitais.

Em diversos países em que mulheres apresentaram candidaturas fortes, elas obtiveram votação expressiva, de eleitoras e eleitores. Na América Latina há os exemplos recentes e bem-sucedidos das presidentes Laura Chinchilla (Costa Rica), Michelle Bachelet (Chile) e Cristina Kirchner (Argentina).

Juntas, Dilma e Marina têm 49% das intenções de voto

Nesta eleição, as pesquisas realizadas em maio mostram que a soma das intenções de voto em Dilma Rousseff e Marina Silva chega a 49%, ou seja, 57% dos votos válidos já são dirigidos a candidatas mulheres.

Os discursos proferidos por ocasião da oficialização das candidaturas de Marina Silva, José Serra e Dilma Rousseff ganharam conteúdos programáticos novos e mais abrangentes. Os candidatos fizeram as primeiras propostas que se vinculam às esferas do cotidiano, como educação, desemprego, saúde e políticas sociais em geral.


As mulheres são mais sensíveis às políticas públicas

As pesquisas mostram que há uma diferença de percepção de homens e mulheres em relação aos temas de campanhas. O gráfico seguinte mostra duas esferas de impacto das comunicações eleitorais: de um lado, os homens mostram maior interesse pela esfera do jogo de poder (eleições, preferência partidária e conversa sobre política); de outro, as mulheres estão mais sensíveis a políticas públicas nas áreas de educação e saúde.

Nesta fase de pré-campanha que se encerra, os temas de maior visibilidade estavam ligados aos bastidores da política –alianças partidárias, composição de chapas, lutas internas entre aliados– que mobilizam mais os eleitores homens. Daqui para frente começam a entrar nas campanhas os conteúdos de políticas públicas, que ganham mais a atenção das eleitoras. Nesta última fase as mulheres se engajam mais fortemente e as candidaturas poderão se beneficiar destas características do processo eleitoral.



Gráfico 5 – Pesquisa Datafolha (maio/2010); * pesquisa Vox Populi

Principais atributos de cada candidato na opinião das eleitoras

José Serra
Dilma Rousseff
Marina Silva

Experiência
Defesa dos interesses das mulheres
Defesa dos interesses das mulheres

Preparo para cuidar da Saúde
Defesa dos pobres
Defesa dos pobres

Defesa dos empresários
Combate ao desemprego
Preparo para cuidar da educação

Pesquisa Datafolha (maio/2010)
Quando eleitores e eleitoras associam atributos a cada candidato, fica mais claro o que foi demonstrado anteriormente com relação às esferas do poder político e das políticas do cotidiano. O gráfico a seguir mostra que as mulheres diferenciam Serra por qualidades executivas, ligadas à gestão de políticas que impactam o cotidiano, enquanto associam a Dilma qualidades políticas, relacionadas ao rearranjo das relações de poder e às desigualdades socioeconômicas.

Esta é uma das explicações para a diferença de intenção de voto entre homens e mulheres. Mais voltadas para o cotidiano, as eleitoras vêem em Serra qualidades executivas para a gestão de políticas públicas, como: ser mais experiente para o cargo (60%); mais preparado para cuidar da saúde (47%): e preparado para ser presidente (43%).

Já em Dilma as mulheres percebem mais atributos relacionados a mudanças de poder político, como: a defesa dos interesses das mulheres (40%) e dos pobres (32%) e o combate ao desemprego (31%).

Entre as eleitoras, os indicadores de atributos positivos relacionados a Marina Silva estão próximos da intenção de voto da candidata (12%). Destacam-se três índices entre o eleitorado feminino: a defesa dos interesses das mulheres (22%); a defesa dos pobres (19%) e o preparo para cuidar da educação (13%).



Gráfico 6 – Pesquisa Datafolha (maio/2010)

A maioria das análises publicadas na mídia atribui o crescimento de Dilma Rousseff ao impacto do programa do PT e ao apoio assertivo do presidente Lula. Efetivamente, as pesquisas do Datafolha mostram isso com clareza. Entre abril e maio, o conhecimento de que a candidata de Lula é Dilma cresceu 10 pontos, sendo 6 pontos entre os homens, de 71% para 77%. Já entre as mulheres, esse crescimento foi de 51% para 65%, ou seja, 14 pontos percentuais. Pela TV as eleitoras puderam perceber melhor o discurso de Dilma e ela recuperou terreno neste eleitorado.
De outro lado, é significativo entre as eleitoras o peso do apoio do presidente a Dilma, mas ainda não foi atingido todo o seu potencial.

Em outra questão, o Datafolha indaga com que certeza os eleitores votariam no candidato/a do presidente Lula: 46% dos homens e 43% das mulheres afirmam que este apoio os levaria com certeza a escolher esta candidata. Levando em conta esses dados, a candidatura Dilma Rousseff praticamente chegou perto do teto do voto masculino: ela tem 42% de intenções de voto e o potencial de 46% de homens que votariam, com certeza, na candidata do presidente. No entanto, entre as mulheres Dilma tem 33% das intenções de voto declarado e um potencial de crescimento de 10 pontos percentuais, pois 43% das mulheres declaram que votariam, com certeza, na candidata de Lula. Portanto, quando as candidaturas, chapas e alianças estiverem definidas e a campanha mudar o foco para políticas públicas, as mulheres poderão fazer a diferença para as candidatas Dilma e Marina.

Com relação a Serra é importante notar que a pesquisa Ibope publicada no início de junho aponta a Saúde como o principal problema que o próximo presidente deverá enfrentar. Nesta perspectiva, Serra tem uma clara vantagem em relação aos demais candidatos, mesmo porque foi um ministro bem avaliado da pasta da Saúde (ver o gráfico de atributos ligados aos candidatos).

Daqui para frente as eleições mudam de ciclo, os eleitores e, sobretudo, as eleitoras terão olhos mais abertos para as campanhas. As propostas dos candidatos ganham mais foco nos debates, na propaganda e nos discursos. E as duas candidatas e os nove candidatos* terão que olhar mais para as mulheres. Assim sempre foi e assim será nas eleições de 2010.


* José Serra (PSDB), Rui Pimenta (PCO), Levy Fidélix (PRTB), Oscar Silva (PHS), Plínio de A. Sampaio (PSOL), Mario de Oliveira (PTdoB), José Maria Eymael (PSDC), Américo de Souza (PSL) e Zé Maria (PSTU).

Acesse o artigo na íntegra em pdf: O poder do voto feminino, por Fátima Pacheco Jordão


Sobre a autora: Fátima Pacheco Jordão é socióloga e especialista em pesquisas de opinião. Fundadora do Instituto Patrícia Galvão, é assessora de pesquisa da TV Cultura.

Este artigo foi elaborado no contexto do Projeto Mulheres em Espaços de Poder e Decisão do Instituto Patrícia Galvão, que tem o objetivo de analisar a percepção das mulheres enquanto eleitoras, com base nos levantamentos sobre intenção de voto realizados por institutos de pesquisa de opinião.

Ministra Nilcéia Freire Abre Conferencia

Semana das Mulheres no Poder
Sábado, 17 de Julho de 2010
Ministra abre Conferência
A ministra Nilcéa Freire, da Secretária de Políticas para as Mulheres (SPM), destacou avanços alcançados pelas mulheres nos últimos 15 anos durante a abertura da XI Conferência da Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe (CEPAL), dia 13/07, em Brasília. Afirmou que 39 países já implantaram algum tipo de mecanismo gestor de políticas para as mulheres, incluindo o Brasil, que em 2003 criou a SPM, este ano elevada a status de Ministério, sendo órgão de função essencial à Presidência da República. A ministra também ressaltou a criação de políticas voltadas para a proteção dos direitos das mulheres nos últimos anos, em especial no enfrentamento à violência contra a mulher, como o Pacto Nacional de Combate à Violência contra a Mulher. Em seu pronunciamento, Nilcéa disse que as diferenças entre as mulheres latino-americanas as unem na busca pelo desenvolvimento e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Michelle Bachelet
A ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet, realizou conferência magna durante a abertura da XI Conferência Regional da Mulher em Brasília. Ela destacou a participação feminina na política, as ações afirmativas para combater a desigualdade de gênero e o empoderamento econômico das mulheres. Bachelet cobrou uma maior participação do Estado na criação de uma plataforma de igualdade entre homens e mulheres, pois segundo ela, a igualdade só acontece ancorada pela democracia e esta deve começar em casa. “Por isso o Estado não pode ser neutro, ao contrário, deve estabelecer sistemas de proteção social. É necessário ter vontade política, atacar as causas e com isso reafirmar o compromisso com a democracia”, enfatizou.

Lançamento de documento
Estudo inédito produzido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) foi lançado durante a XI Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe (CEPAL). O documento: "Que tipo de Estado? Que tipo de igualdade?", supervisionado pela secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcenaé, analisa o progresso da igualdade de gênero na Região depois de 15 anos da aprovação da Plataforma de Ação de Beijing, 10 anos da formulação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e três anos da adoção do Consenso de Quito, na Conferência de 2007. Também são verificadas no estudo as conquistas e os desafios que enfrentam os governos, o mercado, as famílias, as instituições sociais que, em conjunto, estabelecem as condições para renovar ou reproduzir as hierarquias sociais e de gênero.
Acesse o documento completo na seção de “Estudos e Pesquisas” do site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br
Que tipo de Estado? Que tipo de igualdade?
ONU Mulheres
Durante a XI Conferência Regional da Mulher esta semana, o UNIFEM apresentou às ministras da América Latina a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, criada no último dia 2/07, pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
Reitoras
Como noticiou o jornal “Tribuna do Norte”, pela primeira vez duas mulheres disputam a reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. São as professoras Ângela Cruz e Arlete Araújo, esta última disputando o cargo pela segunda vez.
Homenagem às mulheres na Marinha
A Câmara realizou esta semana sessão solene em homenagem aos 30 anos do ingresso das mulheres na Marinha brasileira. Segundo a Agência Câmara, as mulheres representam cerca de 6% dos integrantes da Marinha, 3.724 mulheres entre oficiais e praças em um efetivo de 61.437 militares. A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), que solicitou a sessão, afirmou que ainda há muito a avançar, mas as mulheres militares já ocupam cargos de direção e vice-direção na Marinha. Lembrou que o ingresso das mulheres na Marinha foi possibilitado pela Lei 6.807/80, que criou o Corpo Auxiliar Feminino da Reserva para atuar na área técnica e administrativa. "Com essa iniciativa, na década de 80, a Marinha serviu de parâmetro às demais instituições das Forças Armadas". Com a Lei 9.519, de 1997, houve uma reestruturação dos corpos e quadros de oficiais e praças, extinção do Corpo Auxiliar Feminino e permissão para incorporação das mulheres em situação de paridade com os demais militares. Hoje, as militares atuam nas mais diversas áreas, podendo chegar até ao posto de almirante.
Durante a sessão, o deputado Wilson Picler (PDT-PR) destacou que falta às mulheres a possibilidade de incorporar o corpo de combatentes das Forças Armadas brasileiras. Já a deputada Maria Helena (PSB-RR), procuradora especial da Mulher na Câmara, lembrou que as mulheres estavam presentes nas Forças Armadas nacionais, em tempos de guerras e revoluções. Citou os casos de Maria Quitéria, que integrou o batalhão de Periquitos, na Bahia, em 1823, de Ana Vieira, que lutou clandestinamente na Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo, além de Anita Garibaldi, que participou da Guerra dos Farrapos.
Desigualdade na Ásia-Pacífico
Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) recomenda aos países da Ásia-Pacífico políticas que promovam avanços nos direitos legais femininos e políticas públicas de apoio ao empoderamento das mulheres e que promovam a voz delas na política, inclusive com a implementação de um sistema de cotas. Segundo o relatório, alcançar a igualdade de gênero é imprescindível para o aumento do desenvolvimento humano para toda a sociedade e central para que os países possam atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Estima-se que a falta de participação feminina na força de trabalho custa US$ 89 bilhões por ano ao território, cerca de R$ 160 bilhões. Apesar de leis que garantem pagamento igualitário a homens e mulheres, elas ainda recebem entre 54% e 90% do que eles ganham, tornando-as mais vulneráveis à pobreza. Também são grandes vítimas de HIV e violência doméstica. Segundo o PNUD, a baixa representatividade de mulheres nas instituições políticas, econômicas e legais de suas nações contribui com a manutenção da desigualdade de gênero. “Muitas decisões políticas ainda são tomadas por homens. E essas decisões, provavelmente, não seriam as que muitas mulheres tomariam”.
Reprodução de conteúdo autorizada desde que citada a fonte: Site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br

domingo, 11 de julho de 2010

Campanha eleitoral começa oficialmente: candidatas à presidência têm 49% das intenções de voto, mas menor intenção de escolha entre as mulheres
Sexta, 09 de Julho de 2010


A segunda-feira, dia 05/07, foi o prazo final para o registro de candidaturas às Eleições 2010. Os nomes, agora, estão sendo analisados pela Justiça Eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral recebeu o pedido de registro de nove nomes de candidatas/os à Presidência da República. São eles: Marina Silva e Guilherme Leal (PV), Dilma Rousseff e Michel Temer (Coligação Para o Brasil Seguir Mudando – PT, PMDB), Rui Costa Pimenta e Edson Dorta Silva (PCO), Levy Fidelix e Luiz Eduardo Ayres Duarte (PRTB), José Maria de Almeida e Cláudia Alves Durans (PSTU), José Serra e Índio da Costa (Coligação O Brasil Pode Mais – PSDB, DEM), José Maria Eymael e José Paulo da Silva Neto (PSDC), Plínio Arruda Sampaio e Hamilton Moreira de Assis (PSOL) e Ivan Pinheiro e Edmilson Silva Costa (PCB).

De acordo com estes dados, as duas mulheres candidatas representam 22,22% dos registros e têm, juntas, quase 50% das intenções de votos, Dilma Rousseff aparece empatada com José Serra com 39%, e Marina Silva tem 10%, de acordo com a última pesquisa Ibope realizada nacionalmente com 2002 pessoas entre os dias 27 e 30 de junho.

A pesquisa também avaliou as intenções de voto em um possível segundo turno. Dilma Rousseff e José Serra também estão empatados em 43%. Apesar de ser a primeira vez que candidatas alcançam tais patamares, o Ibope e outras pesquisas anteriores mostram que as intenções de votos das mulheres na candidata com maior possibilidade de vencer são menores em relação ao candidato com o qual está empatada.

Na pesquisa em questão, Dilma tem 44% entre os eleitores e 34% entre as eleitoras, enquanto Serra tem 36% entre o eleitorado feminino e 41% entre o eleitorado masculino. As eleitoras indecisas, 9% - índice maior que o de eleitores, 5%, é que fazem a diferença.

Parece intrigante o fato de homens demonstrarem maior preferência em votar em uma mulher e, ao contrário, as mulheres terem menor intenção de votar na candidata, mas este último fato tem despertado maiores debates.

Recentemente, o professor e demógrafo, José Eustáquio Diniz Alves, titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas - ENCE/IBGE, chamou a atenção para a mudança do perfil do eleitorado brasileiro, que está envelhecendo e se feminilizando. As eleitoras já superam em 5 milhões os homens aptos a votar, verificando-se um crescimento de aproximadamente 100% da força eleitoral feminina em pouco mais de 20 anos, passando de 37 milhões, em 1988, para 70 milhões de eleitoras em 2010.

Segundo Alves, principalmente as mulheres “balzaquianas”, de 35 anos ou mais, “vão ter um peso cada vez maior no processo eleitoral brasileiro, influindo na decisão do voto e na agenda dos candidatos. Eu tenho absoluta certeza de que as 5 milhões de mulheres podem decidir as eleições presidenciais de 2010. Só não sei em quem elas preferirão votar, e se a decisão delas será a favor de uma mulher ou a favor de um homem”.

No artigo “A Reversão das Expectativas de Gênero nas Eleições 2010: Dilma na Frente entre os Homens e Serra na Frente entre as Mulheres” (2010), José Eustáquio diz que este poder do voto feminino já foi comprovado nas duas últimas eleições presidenciais. Caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tivesse tido a mesma votação entre o eleitorado feminino como teve entre o eleitorado masculino, ele teria ganhado no primeiro turno, tanto em 2002 quanto em 2006. “De certa forma, foram as mulheres que jogaram a decisão para o segundo turno, nas duas últimas eleições presidenciais”.

Ao contrário de Lula, “esperava-se uma diferença menor no caso da candidatura Dilma, pois sendo mulher, ela poderia ter uma maior identidade de gênero com o eleitorado feminino. Mas isto não aconteceu, pelo menos por enquanto”. Já Marina, ressalta Alves, ao contrário de Dilma, possui aproximadamente o mesmo percentual de intenções de voto entre o eleitorado de ambos os sexos, inclusive com ligeira vantagem entre as mulheres.

As maiores taxas de indefinição do voto das mulheres e o possível fato de serem mais exigentes na escolha da/do candidata(o) estão entre as possíveis explicações para o menor percentual de intenção de voto feminino, segundo o artigo. “Nesta perspectiva, as mulheres teriam maiores taxas de indefinição porque gostariam de conhecer melhor as candidaturas à presidência. Desta forma, a menor percentagem de votos em Dilma Rousseff seria parte de um comportamento de precaução na escolha do voto, por parte das mulheres, em decorrência da candidata ser novata na política e pouco conhecida do público feminino”.

Em outro artigo, “O Poder do Voto Feminino” (2010), a socióloga Fátima Pacheco Jordão, especialista em pesquisas de opinião, fundadora do Instituto Patrícia Galvão e assessora de pesquisa da “TV Cultura”, também analisa o fato. O texto foi elaborado no contexto do Projeto “Mulheres em Espaços de Poder e Decisão” do Instituto Patrícia Galvão, que tem o objetivo de analisar a percepção das mulheres enquanto eleitoras, com base nos levantamentos sobre intenção de voto realizados por institutos de pesquisa de opinião para as eleições 2010 e eleições de anos anteriores.

“Historicamente tem-se observado que as mulheres aguardam que o quadro de informações das campanhas esteja mais completo e só se interessam mais fortemente pelas eleições quando o horário eleitoral gratuito começa e os debates entre os candidatos são realizados. Mais ainda, as eleitoras ficam na expectativa de algo que afete diretamente a vida da população, como propostas para a saúde, educação, desemprego e segurança, entre outras. Pela experiência das campanhas anteriores, sabe-se que esse processo de tomada de decisão sobre intenção de voto se dá mais consistentemente durante o período de propaganda eleitoral gratuita”.

A socióloga cita o fato do voto feminino ter leva do ao segundo turno as eleições de 2006, porque as mulheres mostravam que ainda precisavam de uma segunda rodada de campanha para escolher seu candidato. Em 2006, na véspera do pleito, 19% das mulheres e 12% dos homens ainda estavam indecisos, situação repetida em várias eleições no passado.

Tal situação é a mesma apresentada em 2010, segundo o artigo de Fátima Jordão: mulheres aguardando as próximas etapas do processo e homens mais definidos em suas escolhas. Na pesquisa Ibope realizada no fim de maio, verifica-se na resposta espontânea que 36% estão indecisos, sendo 40% mulheres e 32% homens. Ou seja, o padrão observado se confirma neste estágio da campanha.

Há um mito arraigado, na mídia e no imaginário popular, de que mulher não vota em mulher, já que a grande maioria dos postos de poder é ocupado por homens. Esta ideia não se sustenta, pois em diversos países em que mulheres apresentaram candidaturas fortes, elas obtiveram votação expressiva, de eleitoras e eleitores. Na América Latina há os exemplos recentes e bem sucedidos das presidentes Laura Chinchilla (Costa Rica), Michelle Bachelet (Chile) e Cristina Kirchner (Argentina), afirma a socióloga.

“É importante lembrar que não faltam eleitoras que votem em mulheres, mas sim candidaturas femininas com estrutura partidária, apoio efetivo em termos de recursos, infraestrutura e tempo no horário de propaganda eleitoral. Historicamente, os partidos políticos são espaços de poder masculino”, segundo Fátima Jordão.

Ela também analisa os temas que mais interessam eleitoras e eleitores, podendo interferir em suas intenções de voto. Os homens mostram maior interesse pela esfera do jogo de poder (eleições, preferência partidária e conversa sobre política) e as mulheres estão mais sensíveis a políticas públicas nas áreas de educação e saúde.

“Nesta fase de pré-campanha que se encerra, os temas de maior visibilidade estavam ligados aos bastidores da política – alianças partidárias, composição de chapas, lutas internas entre aliados – que mobilizam mais os eleitores homens. Daqui para frente, começam a entrar nas campanhas os conteúdos de políticas públicas, que ganham mais a atenção das eleitoras. Nesta última fase, as mulheres se engajam mais fortemente, e as candidaturas poderão se beneficiar destas características do processo eleitoral”. A partir de agora, “os eleitores e, sobretudo, as eleitoras, terão olhos mais abertos para as campanhas. As propostas dos candidatos ganham mais foco nos debates, na propaganda e nos discursos. E as duas candidatas e os nove candidatos terão que olhar mais para as mulheres. Assim sempre foi e assim será nas eleições de 2010”.

Acesse os artigos na íntegra na seção de “Estudos e Pesquisas” do site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br

Feminização e Envelhecimento do Eleitorado e as Eleições 2010
Autoria: José Eustáquio Diniz Alves
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A Reversão das Expectativas de Gênero nas Eleições 2010: Dilma na Frente entre os Homens e Serra na Frente entre as Mulheres
Autoria: José Eustáquio Diniz Alves
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O Poder do Voto Feminino
Autoria: Fátima Pacheco Jordão
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NOVA AGENCIA DE GENERO DA ONU

Criada nova agência de gênero da ONU
Segunda, 05 de Julho de 2010
Irá se chamar ONU Mulheres a nova entidade criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres. O comunicado oficial foi feito na última sexta-feira, dia 02/07, em Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Aprovada por unanimidade, a nova agência é resultado de anos de negociações entre Estados-membros e pelo movimento de defesa das mulheres no mundo, e faz parte da agenda de reforma das Nações Unidas.
A ONU Mulheres pretende ser uma instância forte e dinâmica voltada para as mulheres e meninas, proporcionando-lhes uma voz poderosa a nível global, regional e local. Terá uma subsecretária-geral para dirigi-la, que será nomeada pelo secretário-geral, Ban Ki-moon, nome que aguarda sugestões dos Estados-membros e parceiros da sociedade civil para ser definido. A subsecretária-geral será membro de todas as instâncias superiores de decisão da ONU e apresentará relatórios ao secretário-geral.
A nova agência será construída a partir do trabalho de quatro instâncias da ONU, cuja atuação se concentra na igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres: a Divisão para o Avanço das Mulheres (DAW, criada em 1946); o Instituto Internacional de Pesquisas e Capacitação para a Promoção da Mulher (INSTRAW, criado em 1976); o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM, criado em 1976); e o Escritório de Assessoria Especial em Questões de Gênero (OSAGI, criado em 1997).
Ban Ki-moon felicitou os dirigentes e funcionários das quatro agências citadas acima pelo seu compromisso com a causa da igualdade de gênero e disse contar com o apoio dos mesmos para a entrada em uma nova era no trabalho da ONU para as mulheres. "Eu fiz a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres uma das minhas prioridades de trabalho para acabar com o flagelo da violência contra as mulheres, a nomeação de mais mulheres a altos cargos, os esforços para reduzir as taxas de mortalidade materna", afirmou.
A meta para o início do funcionamento operacional da ONU Mulheres é em janeiro de 2011. A entidade terá como principais funções apoiar os organismos intergovernamentais como a Comissão sobre o Status da Mulher na formulação de políticas, padrões e normas globais, ajudando os Estados-membros a implementar estas normas, fornecendo apoio técnico e financeiro adequado para os países que o solicitem, bem como estabelecendo parcerias eficazes com a sociedade civil. Também ajudará o Sistema ONU a ser responsável pelos seus próprios compromissos sobre a igualdade de gênero, incluindo o acompanhamento regular do progresso do Sistema.
O objetivo é melhorar e não substituir os esforços de outras partes do sistema das Nações Unidas, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que continuam a ter a responsabilidade de trabalhar pela igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres em suas áreas de especialização.
O orçamento da nova agência será formado por contribuições voluntárias, enquanto que o orçamento regular da ONU vai apoiar o seu trabalho normativo. Pelo menos $ 500 milhões, cerca de R$ 900 milhões - o dobro do orçamento atual combinado de DAW, INSTRAW, OSAGI e UNIFEM - tem sido reconhecida pelos Estados-membros como investimento mínimo necessário para a ONU Mulheres.
Em comunicado à imprensa, o UNIFEM afirma o reconhecido trabalho em prol das mulheres, “durante muitas décadas, a ONU fez progressos significativos na promoção da igualdade de gênero através de acordos marco, tais como a Declaração e a Plataforma de Ação de Beijing e da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres”. Ressalta que a igualdade de gênero, além de um direito humano básico, tem grande implicações socioeconômicas. “O empoderamento das mulheres é um catalisador para a prosperidade da economia, estimulando a produtividade e o crescimento”.
Entretanto, “as desigualdades de gênero permanecem profundamente arraigadas em cada sociedade. Mulheres em todas as partes do mundo sofrem violência e discriminação e estão subrrepresentadas em processos decisórios. Altas taxas de mortalidade materna continuam a ser motivo de vergonha global”. A criação da ONU Mulheres pretende melhorar este trabalho pelo fim das desigualdades, já que própria ONU tem enfrentado sérios desafios nos seus esforços para promover a igualdade de gênero no mundo, com a descentralização dos financiamentos e ausência uma única instância para controlar suas atividades em questões de igualdade de gênero.
Inés Alberdi, diretora-executiva do UNIFEM, também ressaltou as dificuldades encontradas nos últimos anos no esforço para apoiar os países a implementar os compromissos de igualdade entre mulheres e homens, “em parte em razão de investimentos insuficientes e em parte porque não havia um catalisador único reconhecido para comandar a resposta da ONU em prol da igualdade de gênero. Esta é a razão pela qual nos unimos à convocação dos Estados-membros e dos defensores dos direitos da mulher para fortalecer o sistema da ONU de modo que dê um respaldo ainda mais firme para o alcance da igualdade entre os gêneros”.
Segundo Alberdi, esta pode ser a oportunidade para acabar com a violência contra as mulheres, aumentar a participação política feminina e priorizar a liderança das mulheres nos processos de paz e segurança. Tais assuntos ainda não receberam a devida atenção ou foram trabalhados com eficácia pela ONU e parcerias nacionais, regionais e mundiais. O obj etivo agora é proporcionar uma resposta mais firme em termos de políticas públicas aos assuntos relacionados aos direitos das mulheres.
Acesse o site da ONU Mulheres: http://www.unwomen.org/

sábado, 19 de junho de 2010

BANCADA FEMININA NA CAMARA FEDERAL

Bancada feminina na Câmara Federal tem nova coordenadora
Segunda, 14 de Junho de 2010
A deputada Janete Rocha Pietá (PT/SP) foi eleita para coordenar a Bancada Feminina na Câmara Federal. A votação aconteceu na semana passada, contou com a presença de 30 das 44 deputadas, que votaram em sua maioria em Pietá, 23 votos, contra quatro para a deputada Suely Vidigal do PDT/ES, que também concorreu à vaga. Houve dois votos nulos e um branco.
A nova coordenadora afirmou que sempre participou ativamente da Bancada Feminina desde que assumiu o mandato e, como coordenadora, quer estreitar o intercâmbio das deputadas a fim de fortalecer a atuação da Bancada dentro e fora do Parlamento. “Darei continuidade ao trabalho que desenvolvemos até agora em favor do fortalecimento da nossa Bancada e, principalmente, do avanço das questões de interesse das mulheres”.
Ela também lembrou que as deputadas vivem diretamente a realidade de que a Câmara Federal tem menos de 10% de presença feminina. “A representação da população brasileira está evidentemente distorcida, pois as mulheres são a maioria da população (52%). Nossa mobilização é fundamental para maximizarmos os possíveis impactos de nossa atuação no Parlamento”.
Dessa maneira, segundo a deputada, “todos os parlamentares têm que, junto aos seus partidos, consolidar as conquistas da reforma eleitoral: 30%, ao menos, de mulheres concorrendo nas próximas eleições, além de estimular lideranças femininas e sua efetiva inserção nos programas partidários de formação de novas lideranças”.
A aprovação da Minirreforma Eleitoral foi uma das principais conquistas da última coordenação da Bancada Feminina na Câmara, que estava sob responsabilidade da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).
Janete Pietá foi empossada na quarta-feira, 9/06. A deputada tem 54 anos, é professora e arquiteta, natural do Rio de Janeiro, mas fez carreira política em São Paulo, onde integrou a Executiva e os Diretórios Regional e Municipal do PT de Guarulhos. Está em seu primeiro cargo como deputada federal (2007 – 2011).
É a única mulher parlamentar negra no Congresso Nacional e trabalha por demandas como a criação de um Fundo de Promoção da Igualdade Racial; normas que dispõem sobre a produção de alimentação adaptada para pessoas com anemia falciforme, doença mais prevalente entre a população negra; a priorização anual dos espaços culturais da Câmara dos Deputados, durante os meses de março e de novembro, para a realização de eventos artísticos e culturais com a temática "Mulher e Igualdade Racial"; e a criação da Subcomissão Permanente para tratar, no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, de questões relacionadas ao tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para fim de exploração sexual e trabalho escravo.
Reprodução de conteúdo autorizada desde que citada a fonte: Site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br

ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL

Estatuto da Igualdade Racial gera clima de frustração em organizações negras
Sexta, 18 de Junho de 2010
Proposta, sem pontos considerados fundamentais, aguarda sanção do presidente Lula
Ao deixar de fora pontos considerados fundamentais, como cotas em universidades e em partidos políticos, política de saúde específica e incentivos fiscais a empresas que contratassem pelo menos 20% de funcionários negros, o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado nesta semana, causou nas entidades que integram o movimento negro uma sensação de frustração. Agora, ele aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O estatuto garante uma política de inclusão social no sentido de reduzir diferenças entre negros e brancos no País. Entretanto, questões práticas, que eram defendidas por integrantes do movimento, ficaram de fora, sendo o documento aprovado sem temas polêmicos. A criação de cotas em universidades é um deles. “Não se trata de privilégios. Fomos imigrantes forçados, encharcamos o chão desse país com o nosso suor e nunca tivemos reconhecimento de nada. As cotas nas universidades seriam o mínimo”, afirma Antônio Cortês, advogado dos direitos do negro.

Ao senador Paulo Paim, autor do projeto, não faltaram críticas. “Foi como se apunhalasse pelas costas toda a luta do movimento negro”, diz a coordenadora-adjunta da ONG Maria mulher - Organização de mulheres Negras, Letícia Lemos da Silva. “Saúde, educação, inclusão nomercado de trabalho são temas que ficaram de fora. Só serviu para fins eleitoreiros”, completou.

Apesar das críticas, há quem reconheça no estatuto um importante passo em direção à consolidação dos direitos dos negros no país. “Houve um avanço. É o resgate de uma dívida histórica. Agora, a comunidade negra deve continuar lutando pelos pontos que ficaram para trás”, diz o presidente do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do RS (Codene), Vitor Hugo Rodrigues Amaro.

Senador Paulo Paim considera proposta um marco histórico



O senador Paulo Paim disse entender as críticas recebidas pelos integrantes do movimento negro. Ele ressalta, entretanto, que grande parte das entidades que atuam na área estavam no Senado no momento da aprovação do documento e clamavam pela sua aprovação.

“Apesar de não ser tudo aquilo que queríamos, o estatuto é um marco em 2010”, afirma ele. “Agora o governo Lula poderá regulamentar tudo aquilo que a comunidade negra gostaria de ver no dia a dia”. Sobre as cotas para negros em universidades, Paim informa que o assunto está sendo tratado em outro projeto de lei, que está para ser votado na CCJ do Senado.

Fonte: Janine Souza / Correio do Povo

sexta-feira, 16 de abril de 2010

MULHERES JÁ SÃO 34,9%DAS CHEFES DE FAMILIA

Mulheres já são 34,9% das chefes de família
Quinta, 15 de Abril de 2010


As mulheres são 100 milhões de trabalhadoras em toda a América Latina e Caribe. Entre 1990 e 2008, a participação feminina no mercado de trabalho passou de 32% para 53% na região. Estes são dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgados no relatório “Trabalho e Família: rumo a novas formas de conciliação com responsabilidade social”.

Além da inserção maciça de mulheres no mercado de trabalho, outra mudança é visível nas famílias, causada principalmente por profundas transformações sociais e demográficas. Houve um incremento de domicílios com apenas uma pessoa responsável, quase sempre uma mulher, um menor número de filhos e o aumento de pessoas idosas.

A proporção de famílias hoje encabeçadas por mulheres representa, em média, 30% do total de lares da região. Em alguns países, como a Nicarágua, chega a 40%. No Brasil, 34,9% das famílias já são chefiadas por mulheres, segundo o último levantamento da OIT. E este percentual cresceu bastante na última década, passando de 25,9% para os atuais 34,9% entre 1998 e 2008.

Os dados citados nos levam a pensar, num primeiro momento, em uma condição positiva para as mulheres. Segundo a OIT/PNUD, “o trabalho não é apenas um recurso econômico, mas também um meio de desenvolvimento de necessidades sociais, auto-estima e espaços próprios. A maior participação feminina no mercado de trabalho e a geração de renda própria redundam também em um aumento do nível de autonomia das mulheres, maior satisfação com suas vidas e melhoria de seu poder de negociação no interior da família”. Elementos culturais ainda estão envolvidos nesse processo, como o reconhecimento de direitos, maior presença na esfera pública, aumento do nível educacional e maiores expectativas de desenvolvimento autônomo.

Mas o estudo mostra que nos domicílios monoparentais - onde uma só pessoa adulta tem a família a seu cargo - liderados por mulheres, apesar de 52% a 77% das chefes de família estarem no mercado de trabalho, tais domicílios tendem a ser mais pobres. Em 11 dos 18 países da região, a incidência de extrema pobreza é superior nesses lares. A principal razão é o fato destas mulheres enfrentarem enormes dificuldades para combinar o trabalho doméstico e de cuidado com as atividades remuneradas.

Diante dessa difícil conciliação sem a ajuda de outros adultos, as mulheres vão receber menores salários. Também frente à insuficiência de oferta de serviços pré-escolares, elas precisam buscar alternativas que geralmente vão em detrimento do cuidado de seus filhos e filhas ou do trabalho em que se inserem.

Em entrevista ao site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br em 2009, a escritora, professora e feminista, Rosiska Darcy de Oliveira, afirmou que o aumento do número de chefes de família é um imenso problema para as mulheres e que não deve ser festejado de maneira alguma.

“Entendo porque se festeja, pois significa dizer que a mulher se sustenta, mas não é normal que a mulher se sustente e com sua saída para o mercado de trabalho ter que sustentar a sua família. Isso não é prova de avanço nenhum. Que as mulheres estejam em igualdade de condições com os homens participando do sustento de suas famílias, acho normal e uma razão de comemorar. Que elas estejam sozinhas carregando esta carga de manutenção da família, acho uma aberração”.

Portanto, os custos da inexistência de políticas conciliatórias são grandes, e o esforço para conciliar vida familiar e laboral gera enorme tensão. Também leva a problemas de saúde, acidentes de trabalho, perda de renda para as mulheres, risco de trabalho infantil, sem contar o desperdício de força de trabalho, especialmente feminino, afetando a produtividade e competitividade dos países e debilitando suas trajetórias de crescimento. Há ainda a preocupação com a sobrevivência da própria sociedade, pois as dificuldades estão levando as mulheres a terem menos filhos. A OIT/PNUD ressalta, inclusive, o perigo para a própria democracia e o exercício de cidadania, porque a falta de conciliação restringe a participação feminina na vida pública, como na política.

Segundo a OIT/PNUD, há a necessidade de avanços para promover a co-responsabilidade social, entre mulheres e homens, mas também entre as famílias, Estados, mercados e sociedade. Uma dimensão fundamental para promover a igualdade e combater a pobreza a partir do mundo do trabalho, além de ser indispensável para avançar na construção da equidade de g c;nero.

Acesse o relatório “Trabalho e Família: rumo a novas formas de conciliação com responsabilidade social”

domingo, 11 de abril de 2010

MULHERES NA POLÍTICA

Política de cotas para mulheres na política tem
75% de aprovação
População conhece pouco a atual lei de cotas, mas acha que os partidos que não cumprem
a lei deveriam ser punidos
A maioria da população brasileira (75%) é favorável à política de cotas para mulheres na
política e apóia a punição dos partidos políticos (86%) que não cumprem a atual
legislação que prevê 30% de candidaturas femininas. Isso é o que revela a pesquisa
Ibope/Instituto Patrícia Galvão/Cultura Data, com apoio da Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres, realizada entre os dias 13 a 17 de fevereiro, com 2002
entrevistas em 142 municípios de todas as regiões do país.
A divulgação da pesquisa se insere nas celebrações do Dia Internacional da Mulher, e no
capítulo V do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, que prevê ações pela
ampliação da participação das mulheres nos processos de tomada de decisão e nas
instâncias de poder da sociedade brasileira.
Brasil fica desconfortável no ranking mundial
O Brasil conta, hoje, com apenas 8,9% de mulheres no Congresso Nacional, cerca de 12%
nas Assembléias Legislativas e 12% nas Câmaras Municipais. Segundo a União
Interparlamentar (UIP), organização internacional com sede em Genebra, na Suíça, o Brasil
ocupa a desconfortável 141a. colocação a respeito da presença de mulheres nos Parlamentos
Nacionais, num ranking de 188 países. Entre os países da América Latina, o país só fica à
frente da Colômbia.
Dentre os países da América Latina que adotaram políticas de cotas para mulheres o Brasil
apresentou o pior resultado: 8,9%. Na década de 90 as mulheres representavam 10,8% dos
parlamentos na América Latina. Uma década depois, após a adoção de políticas de cotas em
vários países, o índice saltou para 18,5%. Argentina e Costa Rica apresentaram os melhores
resultados: passaram de 6% e 14% para 38,3% e 36,8% respectivamente. Diferentemente
daqueles países, a lei de cotas brasileira, em vigor, não estabelece sanção para os partidos
políticos que não cumpram a legislação.
População ganharia com mais mulheres na política

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A dura tarefa de ser mulher

Quantas dificuldades enfrentam as mulheres que assumem funções de maior relevância em nossa sociedade. Cada vez mais , as mulheres vão mostrando sua competência sempre com muita dedicação e muito amor naquilo que fazem, mas tem aquela minoria e felizmente é cada vez mais minoria que resiste em reconhecer o óbvio, e quando alguma mulher se destaca vem a avalanche de desrespeito, de difamação, de ironias, de assédio moral. Tudo no sentido de minimizar a importância de determinadas mulheres que fazem a diferença.

É o que acontece no episódio da Professora Valéria, Diretora do Cegep, vítima de um Vereador que representa muito bem essa minoria machista, a qual nos referimos que não aceita a mulher em cargo de direção e não tendo nada de mal a falar de sua vida profissional, fala de sua maneira de vestir e de ser, de sua individualidade e de sua personalidade.

E ainda se manifestou o nobre Edil pela imprensa falada sobre a queixa-crime prestada pela vítima, de que não está preocupado com possível instauração de Inquérito Policial porque tem imunidade parlamentar. É lamentável, porque o instituto da imunidade foi criado para a proteção do parlamentar no exercício de sua função para bem representar o povo que o elegeu e não é o que acontece no presente caso onde temos certeza, seus próprios eleitores não aprovam atitudes como esta. É claro que fica uma sensação ruim sobre a imunidade, mas é um instituto que embora possa ser utilizado de forma completamente perniciosa como neste caso, é fundamental para o bom desempenho de um mandato e por isso deve ser preservado, contudo deve a população na hora de votar, escolher muito bem a quem está outorgando arma tão perigosa.

Nos solidarizamos com a Professora Valéria. Que Deus ilumine a sua família e que seu companheiro, apesar de estar se sentindo humilhado encare este momento difícil como mais um incentivo para se unir ainda mais a você e juntos enfrentar estas dificuldade a que mulheres de sucesso estarão sempre sujeitas. Episódios como estes justificam plenamente a atitude de mulheres maravilhosas, corajosas e lutadoras que no dia 11 passado reunidas na Associação Comercial de Mogi Guaçu , criaram o CONDIM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher), e com certeza servem como alerta para que nos conscientizemos que apesar de muitos avanços ainda tem os que buscam o retrocesso e quanto a isso precisamos estar atentas.


Maria Euza G. Silva – Coordenadora do Orçamento Participativo - Mogi Guaçu

Mogi Guaçu ganha Conselho Municipal da Mulher

Projeto foi aprovado no Dia Internacional da Mulher

Parabenizando as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 08 de março, os vereadores de Mogi Guaçu aprovaram em regime de urgência, o projeto de Lei que institui a criação do COMDIM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher), durante a sessão de Câmara, na segunda-feira (08). O projeto não estava em pauta, então, a sugestão do ‘presente’, em aprová-lo como Regime de Urgência partiu do vereador Elias Fernandes de Carvalho (PPS).
O Conselho consiste em propor medidas que visem a proteção, assistência e a defesa dos direitos da mulher; Articular e apoiar projetos que contribuam para problemas específicos; Organizar campanhas de conscientização com vistas à valorização das mulheres; Opinar sobre projetos relativos às mulheres, entre outros propósitos.
De acordo com a coordenadora do Orçamento Participativo, Maria Euza Guedes da Silva, uma das ‘mães’ do Conselho, a aprovação do Projeto é um sonho para as precursoras nessa luta, que aguardam desde novembro de 2009.

CONFERÊNCIA
No próximo dia 11 de março, a partir das 13 horas, Mogi Guaçu sediará a 1ª Conferência dos Direitos da Mulher. Ele acontece no auditório da ACIMG (Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu) e será aberto a todas as mulheres interessadas em abordar os temas: Cidadania, Saúde e Direitos Humanos.
Segundo Maria Euza, como o Projeto do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher foi aprovado, a idéia do grupo organizador é extrair da conferência as diretrizes para trabalharem no Conselho, que será composto por 10 conselheiras.

Mogi Guaçu ganha Conselho Municipal da Mulher

Parabenizando as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 08 de março, os vereadores de Mogi Guaçu aprovaram em regime de urgência, o projeto de Lei que institui a criação do COMDIM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher), durante a sessão de Câmara, na segunda-feira (08). O projeto não estava em pauta, então, a sugestão do ‘presente’, em aprová-lo como Regime de Urgência partiu do vereador Elias Fernandes de Carvalho (PPS).

O Conselho consiste em propor medidas que visem a proteção, assistência e a defesa dos direitos da mulher; Articular e apoiar projetos que contribuam para problemas específicos; Organizar campanhas de conscientização com vistas à valorização das mulheres; Opinar sobre projetos relativos às mulheres, entre outros propósitos.

De acordo com a coordenadora do Orçamento Participativo, Maria Euza Guedes da Silva, uma das ‘mães’ do Conselho, a aprovação do Projeto é um sonho para as precursoras nessa luta, que aguardam desde novembro de 2009.

CONFERÊNCIA

No próximo dia 11 de março, a partir das 13 horas, Mogi Guaçu sediará a 1ª Conferência dos Direitos da Mulher. Ele acontece no auditório da ACIMG (Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu) e será aberto a todas as mulheres interessadas em abordar os temas: Cidadania, Saúde e Direitos Humanos.

Segundo Maria Euza, como o Projeto do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher foi aprovado, a idéia do grupo organizador é extrair da conferência as diretrizes para trabalharem no Conselho, que será composto por 10 conselheiras.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

conferencia municipal de mulheres

Mogi Guaçu ganha Conselho Municipal da Mulher

Projeto foi aprovado no Dia Internacional da Mulher


Janaina Moraes


Parabenizando as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 08 de março, os vereadores de Mogi Guaçu aprovaram em regime de urgência, o projeto de Lei que institui a criação do COMDIM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher), durante a sessão de Câmara, na segunda-feira (08). O projeto não estava em pauta, então, a sugestão do ‘presente’, em aprová-lo como Regime de Urgência partiu do vereador Elias Fernandes de Carvalho (PPS).
O Conselho consiste em propor medidas que visem a proteção, assistência e a defesa dos direitos da mulher; Articular e apoiar projetos que contribuam para problemas específicos; Organizar campanhas de conscientização com vistas à valorização das mulheres; Opinar sobre projetos relativos às mulheres, entre outros propósitos.
De acordo com a coordenadora do Orçamento Participativo, Maria Euza Guedes da Silva, uma das ‘mães’ do Conselho, a aprovação do Projeto é um sonho para as precursoras nessa luta, que aguardam desde novembro de 2009.


CONFERÊNCIA
No próximo dia 11 de março, a partir das 13 horas, Mogi Guaçu sediará a 1ª Conferência dos Direitos da Mulher. Ele acontece no auditório da ACIMG (Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu) e será aberto a todas as mulheres interessadas em abordar os temas: Cidadania, Saúde e Direitos Humanos.

Segundo Maria Euza, como o Projeto do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher foi aprovado, a idéia do grupo organizador é extrair da conferência as diretrizes para trabalharem no Conselho, que será composto por 10 conselheiras.