domingo, 11 de abril de 2010

MULHERES NA POLÍTICA

Política de cotas para mulheres na política tem
75% de aprovação
População conhece pouco a atual lei de cotas, mas acha que os partidos que não cumprem
a lei deveriam ser punidos
A maioria da população brasileira (75%) é favorável à política de cotas para mulheres na
política e apóia a punição dos partidos políticos (86%) que não cumprem a atual
legislação que prevê 30% de candidaturas femininas. Isso é o que revela a pesquisa
Ibope/Instituto Patrícia Galvão/Cultura Data, com apoio da Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres, realizada entre os dias 13 a 17 de fevereiro, com 2002
entrevistas em 142 municípios de todas as regiões do país.
A divulgação da pesquisa se insere nas celebrações do Dia Internacional da Mulher, e no
capítulo V do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, que prevê ações pela
ampliação da participação das mulheres nos processos de tomada de decisão e nas
instâncias de poder da sociedade brasileira.
Brasil fica desconfortável no ranking mundial
O Brasil conta, hoje, com apenas 8,9% de mulheres no Congresso Nacional, cerca de 12%
nas Assembléias Legislativas e 12% nas Câmaras Municipais. Segundo a União
Interparlamentar (UIP), organização internacional com sede em Genebra, na Suíça, o Brasil
ocupa a desconfortável 141a. colocação a respeito da presença de mulheres nos Parlamentos
Nacionais, num ranking de 188 países. Entre os países da América Latina, o país só fica à
frente da Colômbia.
Dentre os países da América Latina que adotaram políticas de cotas para mulheres o Brasil
apresentou o pior resultado: 8,9%. Na década de 90 as mulheres representavam 10,8% dos
parlamentos na América Latina. Uma década depois, após a adoção de políticas de cotas em
vários países, o índice saltou para 18,5%. Argentina e Costa Rica apresentaram os melhores
resultados: passaram de 6% e 14% para 38,3% e 36,8% respectivamente. Diferentemente
daqueles países, a lei de cotas brasileira, em vigor, não estabelece sanção para os partidos
políticos que não cumpram a legislação.
População ganharia com mais mulheres na política

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