quarta-feira, 7 de abril de 2010

A dura tarefa de ser mulher

Quantas dificuldades enfrentam as mulheres que assumem funções de maior relevância em nossa sociedade. Cada vez mais , as mulheres vão mostrando sua competência sempre com muita dedicação e muito amor naquilo que fazem, mas tem aquela minoria e felizmente é cada vez mais minoria que resiste em reconhecer o óbvio, e quando alguma mulher se destaca vem a avalanche de desrespeito, de difamação, de ironias, de assédio moral. Tudo no sentido de minimizar a importância de determinadas mulheres que fazem a diferença.

É o que acontece no episódio da Professora Valéria, Diretora do Cegep, vítima de um Vereador que representa muito bem essa minoria machista, a qual nos referimos que não aceita a mulher em cargo de direção e não tendo nada de mal a falar de sua vida profissional, fala de sua maneira de vestir e de ser, de sua individualidade e de sua personalidade.

E ainda se manifestou o nobre Edil pela imprensa falada sobre a queixa-crime prestada pela vítima, de que não está preocupado com possível instauração de Inquérito Policial porque tem imunidade parlamentar. É lamentável, porque o instituto da imunidade foi criado para a proteção do parlamentar no exercício de sua função para bem representar o povo que o elegeu e não é o que acontece no presente caso onde temos certeza, seus próprios eleitores não aprovam atitudes como esta. É claro que fica uma sensação ruim sobre a imunidade, mas é um instituto que embora possa ser utilizado de forma completamente perniciosa como neste caso, é fundamental para o bom desempenho de um mandato e por isso deve ser preservado, contudo deve a população na hora de votar, escolher muito bem a quem está outorgando arma tão perigosa.

Nos solidarizamos com a Professora Valéria. Que Deus ilumine a sua família e que seu companheiro, apesar de estar se sentindo humilhado encare este momento difícil como mais um incentivo para se unir ainda mais a você e juntos enfrentar estas dificuldade a que mulheres de sucesso estarão sempre sujeitas. Episódios como estes justificam plenamente a atitude de mulheres maravilhosas, corajosas e lutadoras que no dia 11 passado reunidas na Associação Comercial de Mogi Guaçu , criaram o CONDIM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher), e com certeza servem como alerta para que nos conscientizemos que apesar de muitos avanços ainda tem os que buscam o retrocesso e quanto a isso precisamos estar atentas.


Maria Euza G. Silva – Coordenadora do Orçamento Participativo - Mogi Guaçu

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