Mulheres ganham 76% do salário pago aos homens, aponta Dieese
SÃO PAULO - Embora a participação das mulheres no mercado de trabalho tenha crescido na última década, com grau de instrução superior ao dos homens, os salários delas continuam sendo menores, de acordo com estudo realizado pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na região metropolitana de São Paulo.
Segundo o levantamento, as mulheres ganham 75,7% do valor pago aos homens para o desempenho das mesmas funções. A diferença de remuneração, entretanto, caiu se comparado ao ano de 2000, já que naquela época o salário das mulheres equivalia a 73,6% do salário dos homens.
Nos cargos com nível superior completo, a diferença de remuneração entre homens e mulheres é maior: elas recebem 63,8% do valor pago a eles para as mesmas funções, menos que em 2000, quando esse percentual era de 65,2%.
Na última década, a escolaridade das mulheres melhorou, com 17,1% das profissionais apresentando ensino superior completo. Em 2000, esse percentual era de 12,9%. Entre os homens, apenas 13% apresentam nível superior completo, embora tenha havido um avanço frente aos 10,8% registrados no início da década passada.
Entre 2009 e 2010, a participação feminina no mercado de trabalho (proporção das mulheres com idade acima de dez anos em situação de ocupadas ou desempregadas) subiu de 55,9% para 56,2%, enquanto que para os homens, o indicador ficou praticamente estável, passando de 71,5% para 71,6%.
A taxa de desemprego total entre as mulheres diminuiu pelo sétimo ano consecutivo em 2010, passando de 16,2% em 2009 para 14,7%. "Para a população feminina foram gerados 163 mil postos de trabalho, volume suficiente para absorver as 99 mil mulheres que ingressaram na força de trabalho metropolitana e reduzir em 64 mil o contingente de desempregadas", destaca o estudo.
O resultado, de acordo com as entidades, reflete a melhora na educação das mulheres. Se em 2000 a maior parte da População Economicamente Ativa (PEA) com nível superior era composta por homens (51,3%), hoje essa posição é ocupada pelas mulheres (53,6%). O nível de ocupação dos profissionais com escolaridade superior cresceu mais rapidamente entre as mulheres do que entre os homens. Para o Dieese/Seade, se esse ritmo for mantido, "é de se esperar que, em poucos anos, as mulheres também passem a ser maioria no conjunto do ocupados".
sábado, 5 de março de 2011
Minha Homengem a Todas as Mulheres Guaçuanas
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Diz a lenda que a mulher não nasceu da costela de Adão. Nasceu, quando Deus pediu para que ele sonhasse com algo que mais desejasse; algo capaz de fazê-lo amar e ser feliz e o acompanhasse para sempre. Adão então adormeceu e sonhou e desse magnífico sonho nasceu a mulher.
Esta lenda é ao menos uma maneira mais romântica para explicar a origem humana, relegando a mulher a segundo plano, é certo, mas não deixa de já significar um avanço em relação a outra que quer a mulher feita da costela e pronto, sendo apenas parte do homem deve desempenhar papel acessório.
Vemos muito isto nas relações conjugais, em que apesar da Constituição de 88 garantir absoluta igualdade entre o homem e a mulher, na prática o que existe no mais das vezes é a simples submissão da mulher, fruto de uma cultura patriarcal milenar, visto que apenas muito recentemente nossa lei civil deixou de considerar o homem “chefe” da sociedade conjugal.
Para a OIT (organização Internacional do Trabalho) a situação da mulher está melhorando e, se o ritmo atual se mantiver, em 475 anos conseguiremos a igualdade entre homens e mulheres.
Hoje a mulher em nosso país, ocupa a 107ª posição em relação a participação na política, e isso explica a nossa situação, pois sabemos que está na política o centro de todas as transformações.
Não podemos mais conviver com esta realidade em que a mulher recebe em média metade do salário do homem; recebendo a mulher negra ainda, somente a metade da mulher branca. Isto é um absurdo, se considerarmos que segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) as mulheres executam 2/3 do trabalho realizado pela humanidade, mas recebem apenas 1/3 do salário; são proprietárias de apenas 1% dos bens imóveis e dos 1,3 bilhões de miseráveis do planeta, representam a triste cifra de 70% deste total.
Por isso acredito que depende de uma participação política mais efetiva de nós mulheres, para que aceleremos este processo e não demore todo esse tempo para conseguirmos a igualdade.
Maria Euza G. Silva
Diz a lenda que a mulher não nasceu da costela de Adão. Nasceu, quando Deus pediu para que ele sonhasse com algo que mais desejasse; algo capaz de fazê-lo amar e ser feliz e o acompanhasse para sempre. Adão então adormeceu e sonhou e desse magnífico sonho nasceu a mulher.
Esta lenda é ao menos uma maneira mais romântica para explicar a origem humana, relegando a mulher a segundo plano, é certo, mas não deixa de já significar um avanço em relação a outra que quer a mulher feita da costela e pronto, sendo apenas parte do homem deve desempenhar papel acessório.
Vemos muito isto nas relações conjugais, em que apesar da Constituição de 88 garantir absoluta igualdade entre o homem e a mulher, na prática o que existe no mais das vezes é a simples submissão da mulher, fruto de uma cultura patriarcal milenar, visto que apenas muito recentemente nossa lei civil deixou de considerar o homem “chefe” da sociedade conjugal.
Para a OIT (organização Internacional do Trabalho) a situação da mulher está melhorando e, se o ritmo atual se mantiver, em 475 anos conseguiremos a igualdade entre homens e mulheres.
Hoje a mulher em nosso país, ocupa a 107ª posição em relação a participação na política, e isso explica a nossa situação, pois sabemos que está na política o centro de todas as transformações.
Não podemos mais conviver com esta realidade em que a mulher recebe em média metade do salário do homem; recebendo a mulher negra ainda, somente a metade da mulher branca. Isto é um absurdo, se considerarmos que segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) as mulheres executam 2/3 do trabalho realizado pela humanidade, mas recebem apenas 1/3 do salário; são proprietárias de apenas 1% dos bens imóveis e dos 1,3 bilhões de miseráveis do planeta, representam a triste cifra de 70% deste total.
Por isso acredito que depende de uma participação política mais efetiva de nós mulheres, para que aceleremos este processo e não demore todo esse tempo para conseguirmos a igualdade.
Maria Euza G. Silva
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